domingo, 14 de setembro de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Sergio Hinds


Entrevista com uma figura histórica do rock nacional, Sergio Hinds, líder do O Terço. O músico fala sobre a cena musical brasileira nos anos 1969 e 1970, a formação da banda, sobre os melhores discos, a relação com Sá e Guarabira e muito mais. Lembrando que dia 2 de outubro Sergio Hinds se apresentará no Teatro Rival (Rio de Janeiro).

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Interview with Sergio Hinds, a legend rock/prog brazilian musician. He talks about the brazilian scene during the 60's and 70's, talks about the band, the greatest albuns and much more!


#ColunaBluesRock #SergioHinds #OTerço #Progrock #RockNacional #CriaturasDaNoite





segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Entrevista Mark Hummel


Legítimo representante do West Coast Blues, influenciado pelo clima quente, Mark Hummel é um dos grandes gaitistas da atualidade. Tocou com Lowell Fulson, Charles Musselwhite, Charles Brown e muitos outros. Fundou o Blues Survivors e Recentemente ganhou um grammy pelo seu projeto Golden State. 

Ugo Medeiros - Como foi o seu primeiro contato com a música? 

Hark Hummel - Acho que foi através dos filmes do Elvis. Começou com o blues? Eu entrei na onda do blues por causa de bandas de blues-rock durante o ensino médio: Hendrix, Cream, Big Brother & The Holding Company. Então eu percebi que o nome do Willie Dixon estava em várias musicas. Comprei então discos do Dixon, depois do  Elmore James, Muddy, Sonny Boy, BB King, Brownie  & Sonny e por aí vai. Logo em seguida parei de comprar e escutar rock/blues.

UM - O seu som tem muito swing, isso acontece por que você sempre escutou músicos como Charles Brown e Louis Jordan?

MH – Foi por isso e também porque em São Francisco/Oakland a cena de blues era mais influenciada por Charles Brown, Lowell Fulson, Jimmy McCracklin, Louis Jordan, Percy Mayfield, Guitar Slim, Ray Charles. Ou seja, artistas que tocavam piano e guitarras com instrumentos de sopro. A gaita não aparecia tanto no West Coast Blues (blues da Califórnia), especialmente nos clubes de blues da periferia. Todos  gostavam de Jr. Parker, Jimmy Reed, Sonny Boy Williamson & Little Walter pois o som deles estava nas rádios. Além de que, o publico para o qual tocávamos no inicio dos anos 70, em clubes blues de negros, vinham de Louisiana e do Texas. Já eram fãs de blues. Você tinha que tocar musicas de todo mundo do R&B.

UM - O blues nasceu no Mississippi em meio ao racismo, com aquele sentimento de tristeza. Como o blues se tornou um bom estilo para dançar e comemorar? 

MH - Sempre foi uma música para dançar, desde que haja “espeluncas" as pessoas dançarão com o blues!

UM - Você poderia explicar as diferenças entre a gaita diatônica e a cromática?

MH - São dois instrumentos diferentes como duas escalas diferentes. A cromática tem todas as notas por causa do slide. Na diatônica você tem que dobrar as notas com a língua para obter a maior parte das notas. Dois sons bastante diferentes também.

UM - Você está na estrada desde os anos 1970 e já tocou com grandes nomes, como Lowell Fulson, Brownie McGhee e Jimmy Rogers. Você poderia falar sobre essa experiência?

MH - Eu aprendi lições de vida com todos aqueles bluesmen das antigas que toquei! Esses caras viveram muita coisa na música. A minha geração é a última a ter aquela experiência. Eu também toquei com Eddie Taylor, Luther Tucker, Charles Brown, Jimmy McCracklin. E todos os gaitistas vivos pós 1990, como James Cotton, Charles Musselwhite (com quem toquei em 1980), Carey Bell, Snooky Pryor, Lazy Lester & Billy Boy Arnold (esses dois, considero bons amigos), Sam Myers, etc. E, também, com boa parte dos da minha geração: Rick Estrin, Rod Piazza, Paul Oscher, Kim Field, Bill Clarke, Magic Dick, Jerry Portnoy e Lee Oscar.

UM - Você começou com o The Blues Survivors em 1977. Como você conheceu aqueles músicos?

MH - Eu conheci o Johnny Sandifer, também conhecido como Johnny Waters, no Eli’s em Oakland em 1975. Então começamos com Waters e JJ Jones, batizamos de The Blues Survivors. O JJ saiu alguns meses e logo entrou um amigo do Johnny, Sonny Lane, que assumiu a guitarra. O johnny também mandava na guitarra, mas ele era um grandíssimo vocalista de blues, de Jackson (Mississippi). Nós éramos a única banda de Chicago blues em Oakland entre 1977 e 1981. Eu fiquei com o nome da banda depois que eles saíram.

UM - No começo da sua carreira o Charlie Musselwhite te ajudou para conseguir alguns shows, né? Você poderia falar sobre o relacionamento com ele? Você acha que ele é o maior gaitista da atualidade?

MH - Certamente, ele é o gaitista mais popular do blues na atualidade. Eu o conheci em 1978, meu vizinho Tim Kuihatsu tocou guitarra com o Charlie durante alguns anos. Eu posso ter sido apresentado pelo meu amigo Dave Earl? Isso foi há muitos anos, mas nos tornamos amigos. Eventualmente, marcaram uns shows dele com a minha banda como apoio, por volta de 1984/86. Eu participei de várias apresentações assim de diferentes artistas, como Lowell, Brownie, Mussel, Eddie Taylor, Jimmy Rogers, etc. Eu trabalhava em pequenas turnês com eles, era a minha oportunidade de tocar em lugares maiores. Além, é claro, de trabalhar com os meus ídolos.

UM - Você poderia falar sobre o seu outro projeto, Golden State? Você toca com o Little Charlie Baty, uma lenda do blues…

MH - E com o Anson Funderburgh, outra lenda do texas, mais o RW Grigsby e Wes Starr, com quem eu toco desde o ensino médio em Rome (Geórgia). Sem sombra de dúvidas, é a melhor banda de blues por aí!

UM - Você participou do “Remembering Little Walter”, um excelente tributo ao mestre da gaita. Como nasceu este projeto?

MH - Eu produzi, mixei e toquei no projeto. Nós fomos nomeados ao Grammy e ganhamos dois Blues Music Awards em Memphis (melhor disco de blues e melhor disco de blues tradicional). Eu ajudei a todos com a seleção do material, coloquei a banda junta e arrumei o local para gravar (Anthology em San Diego, Califórnia). Eu sou um grandíssimo fã do Little Walter. Nós tínhamos feito antes uma turnê de onze meses com a banda e a maior parte dos músicos do CD. Nós quisemos colocar no disco tudo o que tivemos durante a turnê, pois foi muito divertido. Curtis Salgado estava, originalmente, na turnê, mas Bruce Igulaur autorizou que ele gravasse apenas uma faixa, por isso o substituímos pelo James Harman. O Curtis ficou decepcionado, pois ele queria muito ter participado das gravações, principalmente depois da nomeação ao Grammy!

UM - O Jazz também tem tradição na gaita, mas eu acho que o blues permite mais solos. Você concorda?

MH - O Jazz também tem tanto espaço para solo, mas no blues é mais associado ao solo da gaita. Antigamente, os gaitistas mais famosos eram do jazz, nos anos 1930 e 1940. O Little Walter foi o cara que juntou o blues e a gaita, amplificando-os.

UM - Nós temos muitos iniciantes no blues aqui nesse blog. Você poderia indicar os discos essenciais do blues?

MH - Muddy Waters na época da Chess, Little Walter, Sonny Boy 1 (John Lee Williamson), Sonny Boy Williamson 2 (Rice Miller), BB King no período da Crow Records ou da RPM, Lowell Fulson, Jimmy reed, Otis Rush, Lonnie Johnson, Tampa red, Big Bill Broonzy, Big Maceo, Elmore James, Earl Hooker, John Lee Hooker na Vee Jay Records, Charles Brown, Johnny Guitar Watson na RPM, Big Walter Horton, Johnny Shines.

UM - Atualmente, o Brasil tem uma geração de blues bem interessante. Você concorda?

MH - Já faz um bom tempo desde que eu fui aí, mas me parece que é um país com muito interesse pela gaita.



***

Interview with Mark Hummel

A real representative of West Coast Blues, influenced by the warm weather, Mark Hummel is one of the greatest harmonica players of today. He played with Lowell Fulson, Charles Brown, Charles Musselwhite and many others. He founded The Blues Survivors and recently won one grammy for his Golden State project.

Ugo Medeiros - How was your first contact with music?

Mark HummelI guess Elvis in the movies? Later the Beatles. It beggin with blues? I got into blues through rock/blues in high school: Hendrix, Cream, Big Brother & the Holding Company. Then I noticed Willie Dixon's name on a lot of the songs bought an LP by Dixon, then Elmore James, Muddy, Sonny Boy, BB King, Brownie  & Sonny & so on. Soon I stopped buying & listening to rock/blues.

UMYour sound had a lot of swing, that's because you listened artists such as Charles Brown and Louis Jordan?

MHIt was that plus the influence in the SF-Oakland blues scene was much more influenced by Charles Brown, Lowell Fulson, Jimmy McCracklin, Louis Jordan, Percy Mayfield, Guitar Slim, Ray Charles - all more piano, guitar stuff with horns. Harmonica didn't figure prominently in West Coast Blues, especially in ghetto blues clubs. But everyone loved Jr. Parker, Jimmy Reed, Sonny Boy Williamson & Little Walter because of their hits on radio plus most folks we played for in early  70s in black blues joints were from Louisiana & Texas- so it harp had some fans. You had to play songs by everyone in R & B!

UMBlues was born in Mississippi in the middle of the racism, with these sad feeling. How blues became a style that is great to dance and to celebrate

MH - It was ALWAYS dance music- as long as there were juke joints people danced to blues!

UM - Can you explain the differences between diatonic and chromatic  harmonica?

MH - Two different instruments with two different scales plus chromatic has every note on it because of the slide. On a diatonic you have to bend notes with your tongue to get most of the notes. Two very different sounds too.

UM - You're on the road since the 70's and played with great names, like Lowell Fulson, Brownie McGhee and Jimmy Rodgers. Can you talk about the experience?

MH - I learned life lessons from all the old timers I played with! So much music history these guys lived. My generation is the last to have that experience. I also got to play with Eddie Taylor, Luther Tucker, Charles Brown, Jimmy McCracklin & every major harp icon alive after 1990-Cotton, Musselwhite( who I started workin with in 1980), Carey Bell , Snooky Pryor, Lazy Lester & Billy Boy Arnold(who I both consider good friends), Sam Myers, etcetera. Also most of my generation's contemporaries-Estrin, Rod, Kim ,Oscher, deLay, Bill Clarke, Magic Dick, Portnoy, Lee Oscar.

UM - You started with The Blues Survivors in 1977. Can you talk how do you met the musicians? 

MH - I met Johnny Sandifer aka Johnny Waters at Eli's in Oakland in 75, then we started a band with Waters & JJ Jones called The Blues Survivors. JJ quit a couple months later & Johnny's friend Sonny Lane took over the guitar spot- Johnny played good guitar too but was a deep blues singer, from Jackson, MS. We had the only Chicago Blues Band in Oakland from 1977-1981. I kept the name after they moved on.

UM - In the beginning, Chalie Musselwhite helped a little bit with some gigs, right? Can you talk about your relationship? Do you think his the harmonic #1 nowadays?

MH - He’s certainly the most popular one in blues right now. I met Musselwhite in 1978. My neighbor Tim Kuihatsu played guitar with Charlie during those years. I may have been introduced by my friend Dave Earl? It's a long time ago but we became friends & I eventually started booking some gigs for Charlie with my band backing him around 1984-86. I did a lot of packages with different artists like Lowell, Brownie, Mussel, Eddie Taylor, Jimmy Rogers,etc. I would work short tours with them & it got me in bigger venues & a chance to work with my idols.

UM - Can you talk about your other project, Golden State/? You play with Little Charlie Baty, a legendary bluesman...

MH - And Anson Funderburgh, another legend from Tx., plus RW Grigsby & Wes Starr, who've been playing together since high school in Rome, GA . It's without a doubt the best blues band out there!!

UM - You had participated in ˜Remembering Little Walter˜, an excelent tribute to harmonica master. Could you talk how the project was born?

MH - I produced, mixed & played on the project. We were nominated for a Grammy, won two Blues Music Awards in Memphis( for Best Blues CD & Blues Traditional CD). I helped everyone select material, put the band together & arranged the venue to record it in- Anthology in San Diego, CA. I am a HUGE Little Walter fan & we had done a tour 11 months before with the band & most of the artists on the cd. We ALL wanted to put it out on disc because the tour was so fun. Curtis  Salgado was originally on the tour but Bruce Igulaur didn't let Curtis do the record with more then one tune so we got James Harman to replace Curt. Curtis was very disappointed he wasn't able to be on it,especially when we got the Grammy nod!!

UM - Jazz has also a tradition in harmonic, but I think blues allows more harmonic solos. Do you agree?  

MH - Jazz has just as many openings for solos on harmonica but blues is more associated with harp. At one time most famous harp players were jazz guys in 30s & 40s. Little Walter is the guy that brought blues & harp together by amplifying it.

UM - We have a lot of blues beginners in this blog. May you indicate some essencials blues records?

MH - Muddy Waters on Chess,  Little Walter, Sonny Boy 1(John Lee Williamson), Sonny Boy Williamson 2 (Rice Miller), BB King on Crown or RPM, Lowell Fulson, Jimmy Reed, Otis Rush, Lonnie Johnson, Tampa Red, big Bill Broonzy, Big Maceo, Elmore James, Earl Hooker, John Lee Hooker on Vee Jay, Charles Brown, Johnny Guitar Watson on RPM, big Walter Horton , Johnny Shines, 

UM - Nowadays, Brazil has an interested new blues generation. Do you agree?

MH - It’s been awhile since I've been there but it seems to be a very blues harmonica interested country



sábado, 30 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Larry Williams


Ele teve formação em música clássica, teve uma banda de jazz-rock (Seawind), ama james Brown, foi pupilo do Quincy Jones, e produziu ninguém menos que Michael Jackson, ama a música brasileira e passou pelo Festival de Rio das Ostras integrando a banda de Al Jarreau. Senhoras e Senhores, Mr. Larry Williams!

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He has a classical music formation, had a jazz-rock (Seawind), loves James Brown, was a pupil of Quincy Jones, and produced none other than Michael Jackson. He loves Brazilian music and passed by Rio das Ostras Jazz & Blues Festival on Al Jarreau's band. Ladies and Gentlemen, Mr. Larry Williams!


#colunabluesrock #larrywilliams #jazz #classico #jazzrock #quincyjones #michaeljackson





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Popa Chubby



Um bate-papo bem descontraído com o peso pesado do blues, Popa Chubby. O nova iorquino fala sobre as influências de Jimi Hendrix na sua vida, seu amor pelo punk e da época que foi roadie da banda Bad Brains, uma das mais importantes na história do punk-rock. IMPERDÍVEL!

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A very relaxed chat with the heavy weight of blues, Popa Chubby. The New Yorker talks about the influences of Jimi Hendrix on his life, his love for punk and  the season he was Bad Brains roadie, one of the most important in the history of punk rock. A must see!


#colunabluesrock #popachubby #NY #blues #punk #rock #punkblues


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Especial New Orleans



Documentário especial sobre a cultural da cidade de New Orleans e toda a região da Louisiana. Uma investigação musical sobre a segunda cidade que mais recebeu imigrantes nos Estados Unidos. A cidade em que nasceu o jazz, o zydeco, respira festa e tradição culinária. Um vídeo para alegrar a alma!

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Special documentary about the culture of New Orleans city and the entire region of Louisiana. A musical investigation into the second city that received the most immigrants in the United States. A city where jazz was born, the zydeco, breathes party and has a strong culinary tradition. A video to cheer your soul!

#colunabluesrock #zydeco #jazz #cajun #gumbo #rockindopsie #neworleans

sábado, 23 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Eric Gales


Ele foi o maior guitarrista dos anos 1990, irmão do falecido bluesman Little Jimmy King e é o favorito da família Hendrix. Sempre com uma Fender Stratocaster e uma pegada pesada, mas com bastante swing. Após quase dez anos sem vir ao Brasil, Eric Gales retorna e nos concede uma entrevista bem legal. 

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He was the greatest guitarist of the 1990s, brother of the deceased bluesman Little Jimmy King and the favorite of the Hendrix's family. Always with a Fender Stratocaster and a heavy sound, but with a lot swing. After almost ten years without coming to Brazil, Eric Gales returns and gives us a really cool interview.

#colunabluesrock  #ericgales #blues #rock #memphis #littlekimmyking


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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Billy Cobham



O cara é uma lenda do rock, jazz e fusion, tocou com o Miles Davis e fundou o Mahavishnu Orchestra. E ainda é de uma simpatia ímpar! Billy Cobham em um depoimento histórico sobre o período com o Miles Davis, a parceria com George Duke, a passagem pelo Grateful Dead e a amizade com John McLaughlin. 

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He's a legend in rock, jazz and fusion, he played with Miles Davis and founded the Mahavishnu Orchestra. And he's still an excelent person with a lot of humor! Billy Cobham in an historical testimony about Miles Davis's period, the partnership with George Duke, the experience with Grateful Dead and his friendship with John McLaughlin.


#colunabluesrock #billycobham #fusion #jazz #rock

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Adriano Grineberg


Uma entrevista bem descontraída e cheia de good vibrations da brisa marítima em plena madrugada. O talentoso e boa praça Adriano Grineberg, uma das gratas revelações do blues, fala sobre a sua relação com a música, o início no blues e o seu novo projeto. Blues for África é uma bela homenagem ao continente africano, rico em sonoridades, e destaca-se como um dos álbuns mais originais dos últimos tempos. 

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An interview very relaxed and full of good vibrations of the sea breeze in the dead of night. The talented and sympathetic Grineberg Adriano, one of the good revelations of the brazilian blues, talks about his relationship with music, the beginning in the blues and his new project. Blues for Africa is a beautiful tribute to the African continent rich in sonorities, and stands out as one of the most original albums of recent times.

#ColunaBluesRock #AdrianoGrineberg #Blues #BluesForAfrica #HeGotsTalent


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domingo, 17 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Marcus Miller


Marcus Miller, uma lenda do jazz e produtor de mão cheia desde o final dos anos 1970. Trabalhou com o genial Miles Davis, com quem aprendeu a arte do fusion, e agora roda o mundo com seu o jazz carregado de funky. Uma honra trazer esse depoimento para este blog!

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Marcus Miller, a jazz legend and a handful producer since the late 1970s. He worked with the genius Miles Davis, with whom he learned the art of fusion, and now runs the world with his funky jazz. An honor to bring this testimony for my blog!


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#colunabluesrock #marcusmiller #jazz #funky #fusion





quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Larry McCray


Mais um vídeo exclusivo do Coluna Blues Rock, uma entrevista muito bacana com o guitarrista Larry McCray. Um bate-papo descontraído e animado sobre suas influências, preferências e a carreira. Nascido no Arkansas, se mudou para Detroit, tocou em Rio das Ostras e agora está aqui nesse blog! 

Prepare o coração, pois quem ama o blues terá uma síncope!


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Another exclusive video produced by Coluna Blues Rock, a very cool interview with guitarist Larry McCray. A relaxed and happy chat about his influences, preferences and career. He was born in Arkansas, moved to Detroit, played in Rio das Ostras and now he's here in this blog!

Prepare your heart, because those who love the blues will have a heart attack!


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#Blues #Bluesrock #LarryMcCray #ColunaBluesRock #ColunaBluesRockIsOnFire


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Kid Andersen



Mais uma produção 100% independente do Coluna Blues Rock. Kid Andersen, o monstro norueguês que roubou toda a atenção no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. Uma entrevista bem descontraída e bem humorada!

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Another 100% independent's production by Coluna Blues Rock. Kid Andersen, the "norwegian phenomenon" who stole the attention in the last Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. A very cool interview and at the end a very humorous punch!


#colunabluesrock #kid Andresen #blues #Noruega #EsseCaraÉumMonstro


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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Carlos Malta


Dirigido, produzido e editado pelo Coluna Blues Rock. Um vídeo fantástico com Carlos Malta, um dos maiores pesquisadores da música de raiz brasileira (folk). Nessa "aula", o músico fala sobre as origens da música nordestina e suas diferenças com a música nortista e a relação música erudita/popular. E ao final, um pedacinho da apresentação no palco sagrado de Rio das Ostras!


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Directed, produced and edited by Coluna Blues Rock. A fantastic interview with one of the most original brazilian musicians. He investigates all the north and northeast brazilian folk music and talk about similarities and differences between them. Also a testimony about the relationship (or not) classic/popular. At the end a little bit of his music live Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. 





quinta-feira, 31 de julho de 2014

Entrevista Jimmy D. Lane


Entrevista histórica. E não é exagero! O cara é filho do lendário Jimmy Rodgers, escudeiro fiel de Muddy Waters, Howlin' Wolf e outros dinossauros, e tocou com Eric Clapton, Lowell Fulson, BB King e a lista continua. Começou a tocar por causa do Jimi Hendrix, e essa pegada pesada bem rock'n'roll garantiu um lugar no Chicago Blues Hall of Fame. Entendeu? Se você gosta de blues, um relato de quem esteve lá!

Ugo Medeiros - O blues sempre esteve no seu DNA, você é filho do lendário Jimmy Rodgers. Como crescer tendo o blues constantemente ao seu lado? Tipo, era normal ver jams na sua casa com Muddy Waters, Howlin' Wolf e outros? Naquela época você escutava mais blues acústico ou elétrico?

Jimmy D. Lane - Eles nos visitavam bastante, mas, sinceramente, eu não tinha ideia quem eram eles, eu era apenas uma criança, só fui me dar conta bem depois. Eles faziam muitas jams, (Howlin') Wolf, Buddy Guy Juniror Wells e outros apareciam. Eles variavam, às vezes tocavam acústico, outras vezes elétrico.   

UM - Qual a maior lição passada pelo seu pai?

JDL - Ser sincero comigo mesmo e sentir, de verdade, a música. Se não sentir, não o faça. Ser íntegro, estar certo, fazer direito. Sobre música, quando vivo, ele nunca me deu "aulas". Claro, eu sempre o via tocar, sempre escutava o que ele tocava o máximo possível. Eu tentava assimilar ao máximo, adaptando à minha forma.

UM - Seu pai deve ter te contado muitas estórias. Você poderia nos contar alguma que tenha te marcado?

JDL - Sim, ele me contou muita coisa que aconteceram nos ano 1950 com ele próprio, (Muddy) Waters... Todos temos estórias engraçadas, mas nenhuma que tenha me marcado. 

UM - Você tocou com muita gente boa, como Eric Clapton, BB king e Lowell Fulson. Você poderia falar sobre essas parcerias? Qual delas mais te marcou?

JDL - Eu tive a honra de tocar com esses caras que você mencionou. Foi muito legal tocar com o Eric Clapton, Lowell Fulson, Jimmy Page, Johnnie Johnson e outros. Eu admiro e respeito todos eles, sempre ouço e observo a forma do Clapton e Fulson tocarem, eu vi muito Johnnie Johnson. Na verdade, escutei muitos estilos e músicos para buscar ideias na minha forma de tocar a guitarra. Todos esses caras gravaram com o meu pai, mas acho que eu poderia dizer que o Clapton me marcou mais. Adorei gravar com todos, mas desde que eu decidi tocar guitarra escutava o que ele e Hendrix faziam. Cresci numa casa rodeada de blues, mas foram que eles que me despertaram. O Clapton perde apenas para o meu pai. E, claro, Hendrix.

UM - Você nasceu em Chicago. Poucos sabem, mas a cidade tem muita tradição no soul. O soul também te influenciou? Quais bandas você mais escutava?

JDL - Houve um grande boom do soul em Chicago. Vieram uns caras novos e a Chess [N.E.: gravadora de blues mais importante da história] sempre com o blues. Muita gente não sabe, mas, no início, Maurice White do Earth Wind & Fire era produtor na Chess. Podemos dizer que a Chess ajudou no nascimento do Earth Wind & Fire, lá pelos anos 1970, um pouco antes dessa onda soul. Claro, gosto muito de soul, seja de gravadoras de Chicago ou de outros lugares, como Motown (Detroit), coisas de Memphis, Muscle Shoals (Alabama)Mas, o blues sempre foi a minha maior influência. 

UM - Eu tenho o seu disco It's Time, encontrei em uma pequena loja aqui no Rio de Janeiro! É um disco bem pesado. Essa pegada pesada é a sua marca ou foi pela presença do Double Trouble [N.E.: Chris Layton (bateria) e Tommy Shannon (baixo), dupla que acompanhava Stevie Ray Vaughan]?

JDL - Eu, de fato, toco blues com um estilo bem rock, eu não diria que foi uma influência do Double Trouble. Eu comecei a tocar muito antes por causa do Jimi Hendrix, Clapton, aquele som dos anos 1960. Eu posso tocar acústico, como Honeyboy Edwards, Jimmie Lee Robinson e outros cara que eu ajudei a produzir na APO Records (http://store.acousticsounds.com/l/459/APO_Records). Eu posso tocar blues acústico (delta blues), eu gosto, mas a minha vida é o elétrico, eu gosto do blues-rock. 

UM - Bem, você já falou, você começou graças ao Jimi Hendrix. Mas é verdade que foi após escutar Hey Joe no rádio? Quantos anos você tinha? Você poderia falar um pouco sobre o Hendrix na sua vida?

JDL - Bem, eu fui pro exército porque o juiz me mandou, me meti em encrenca (risos). Eu não tinha terminado o ensino médio. Tinha acabado de voltar do Exército, tinha uns 21 anos, já tinha escutado Angel anos antes, mas estava decidindo o que fazer da minha vida. Coloquei os meus fones e fui escutar música, pensar nas coisas. Foi quando escutei Hey Joe, como nunca havia escutado. Eu tinha $63 dólares e fui para uma casa de penhor, aquela mesmo que foi gravada a sequência do Ray Charles no filme Blues Brothers. Comprei uma guitarra, na verdade paguei $59! Aquela música me tocou, ela me levou a comprar a minha primeira guitarra. Ele foi muito importante, as coisas que ele tocava, principalmente, as que ele NÃO tocava, o espaço entre elas! Os vocais, as letras... Sim, portanto, é uma estória verdadeira! 

UM - No início você não tocava com Stratocaster. Como foi essa transição? Modificou o seu som?

JDL - Na verdade, eu sempre fui um cara de Stratocaster. Eu até gosto de Gibson, mas prefiro a Stratocaster. Nunca quis outros sons de outras guitarras. 

UM - Você foi indicado ao Blues Hall of Fame, uma honra para poucos. Seu pai sentiria muito orgulho...

JDL - Eu fiquei muito honrado e orgulho, as pessoas me colocaram no Chicago Hall of Fame! Eu sou muito grato. Tenho certeza que ele está muito orgulhoso. Tento fazer como ele me ensinou, como muita sinceridade, da forma correta. Eu sinto que ele está olhando e espero que eu esteja deixando-o muito orgulhoso (risos). Assim como a minha mãe.

UM - Quais os discos de blues mais importantes na sua vida?

JDL - Acho que Jimmy Rushing, Chicago Bound, as gravações da Chess do Muddy Waters, Little Walter, tudo do Hendrix, Disraeli Gears do Cream, Anthology do Skip James, tudo do Hownlin' Wolf com o Hubert Sumlin e Albert King. Tudo desses caras foi muito importante pra mim.

UM - Quais os covers que nunca podem faltar nas suas apresentações?

JDL - Depende muito do público (risos), às vezes tem gente que prefere slow blues, outras vezes algo mais agitado e ainda tem dias que faço um mix. Eu não uso um setlist padrão, pois tento ser bem flexível.

UM - Atualmente o hip-hop lidera a indústria musical. Você acha possível que o americano pode esquecer o blues em alguns anos?

JDL - Não acho que eles vão esquecer, mas acredito que ele vai se transformar em algo diferente. Eu não sinto/faço o blues como o meu pai, Buddy Guy ou Robert Johnson, pois aqueles caras tinham tipos de vida bem diferente. Eu nunca colhi algodão, portanto não sei o que era ter alguém me vigiando. Eles sabiam disso. Eu tinha um emprego, mas nada como o deles. Aquele tempo difícil era algo deles. As pessoas das novas gerações não sabem o que era aquele sentimento, eu não sei. Sempre ouviremos o blues e aquelas interpretações, mas tocaremos/sentiremos diferente. E sobre o hip-hop, respeito como música, mas é um outro sentimento. Então, não, não acho que a América vá esquecer o blues.    

UM - Eu me interesso bastante por história. O seu pai nasceu no Mississippi. Ele te contou como era viver naqueles tempos de forte racismo, 1950, 1960? Você enxerga a música como grande arma anti-racismo?

JDL - Com certeza a música é uma das maiores, pois através da música você pode verbalizar de formas diferentes, ideias diferentes, é um veículo importante.

UM - Um dos grandes discos da história do blues foi The Jimmy Rodgers All-Stars. Você produziu? Aqui no Brasil fez muito sucesso...

JDL - Eu não produzi, mas já fiquei muito feliz de ter participado. Me diverti demais, todos os músicos que participaram e o meu pai adorou tocar com Clapton, Jimmy Page, Robert Plant, Taj Mahal, Lowell Fulson, Johnnie Johnson, Carey Bell, etc. Gravamos muita coisa boa que infelizmente ficou de fora, inclusive com o Rolling Stones. 








E mais uma entrevista dessa lenda que é uma simpatia proporcional ao tamanho!



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Rio das Ostras Jazz & Blues 2014


A contagem regressiva começou para o início do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O elenco desse ano tem grandes nomes de diferentes estilos. Alguns shows imperdíveis:

- Carlos Malta e Pife Muderno. Prova o que sempre digo: toda música folk, raiz, é de qualidade, independente do lugar. Um grandíssimo músico que pesquisa e flutua pela rica sonoridade do nordeste. A coisa é boa, muito boa! Apresenta-se na noite de abertura, 8 de agosto (6ª feira).

- Marcus Miller. Nada de show, uma AULA de música! Marcus Miller é um dos maiores baixistas da histórica, tocou jazz (do fusion ao clássico), pop, rock, soul, hip-hop, ópera, tudo. Grande compositor e produtor. É sempre bom ver uma lenda. Não percam, dias 8 e 9 de agosto!

- Pepeu Gomes. O grande azar do Pepeu foi ter nascido no Brasil, se ele fosse americano, mexicano ou até mesmo argentino (!) teria um reconhecimento maior. Ele é um dos grandes guitarristas do rock, mas como por aqui tocar rock é pior do que assaltar... Uma aula de guitarra fusion e swing, sem deixar as farofadas! Dias 8 e 9 de agosto.

- Rick Estrin. Simplesmente o maior nome do blues californiano, ao vivo, incendiando Rio das Ostras com um blues explosivo e dançante. O casamento do jazz e o sol californiano criou o jump blues. Pelo amor de Deus, não deixe de ir! Dias 9 e 10 de agosto.

- Popa Chubby. Um cara gordo, careca e cheio de tatuagens. Não, não é o João Gordo, é um guitarrista que ama Jimi Hendrix! Os paulistas já conferiram o som, mas será a primeira vez em solo fluminense. Rock'n'roll de qualidade nos dias 15 e 16 de agosto.

- HBC Super Trio. Uma paulera formada por Scott Henderson (guitarra), Jeff Berlin (baixo) e Billy Cobham (bateria). Scott Henderson, grande nome da guitarra fusion e blues. Billy Cobham uma lenda que tocou ao lado de Miles Davis. E Jeff Berlin é simplesmente um animal no baixo. Simples. Você é maluco de perder esse show? Dias 16 e 17 de agosto.

- Rockin' Dopsie Jr. & The Zydeco Twisters. Amo esse festival porque sempre descubro bandas boas, Rockin Dopsie é uma dessas! Exemplo da panela cultural que é Nova Orleans. Dias 16 e 17 de agosto.

Ainda, outros nomes que merecem atenção especial, como Adriano Grineberg (piano, blues), Larry McCray (guitarra, blues rock) e Randy Brecker (trompete, jazz). Muita atração de qualidade para os seis dias de evento!




Eric Gales em turnê brasileira



[Press release]

O Fenômeno do Blues Rock mundial Eric Gales retorna ao Brasil em Agosto !
 Eric Começou a tocar guitarra aos 4 anos com seu irmão mais velho Eugene Gales. Aos 11 anos ganhou concursos regionais de blues amador nos EUA, sendo imediatamente comparado a Jimi Hendrix. Apesar de destro, foi influenciado pelo avô Dempsey Garrett, conhecido por tocar com músicos como Muddy Waters e Howlin Wolf a tocar com a mão esquerda, com a guitarra invertida e sem mexer na posição das cordas.
Ao lado do irmão Eugene Gales (baixo e vocal) e de Hubert Crawford Jr. (bateria), lançou em 21 de maio de 1991 o primeiro disco da chamada Eric Gales Band, com o hit Sign of the Storm ganhando as rádios e a MTV. Nesta época também ganhou uma votação dos leitores da Guitar World Magazine como “o melhor novo talento”, enquanto a Spin Magazine aclamava sua música como “coisas de lenda”. Os fãs de Eric Gales incluem Carlos Santana, Mick Jagger, Keith Richards, B. B. King e Eric Clapton.
Com 12 álbuns em seu currículo, Eric Gales já esteve duas vezes no Brasil, em 2003 e 2006 quando lançou o disco  Crystal Vision.  Headline da Experience Hendrix Tour 2014 organizado por Janie Hendrix, irmã de Jimi Hendrix , foi eleito em 2010 o melhor guitarrista de Blues dos EUA, e em recente post de 2014 , o Guitarrista Joe Bonamassa escreveu em seu Twiter:
” Eric Gales é um dos maiores guitarristas do mundo, senão o maior de todos “

Eric Gales retorna Brasil em Agosto de 2014 para mais uma tour acompanhado por Ugo Perrotta (baixo), Alexandre Papel Loureiro (bateria)  e Fred Sunwalk (guitarra), a mesma banda que sempre o acompanhou nas últimas duas vezes que veio ao Brasil. 

Datas:
21/08 Teatro Rival – Rio de Janeiro
23/08  Bolshoi Pub – Goiânia
24/08  Fest Bossa & Jazz 2014 – Praia da Pipa – Natal
25/08 Workshop – Auditório do SESC Natal - RN
*Mais datas serão anunciadas!

sábado, 19 de julho de 2014

Renato Zanata: futebol, blues e muito rock'n'roll


Renato Zanata é bluesman, amante de Peter Frampton e Iron Maiden e especialista em futebol argentino. Aproveitando o clima de Copa do Mundo, um bate-papo bem legal com esse niteroiense que venera o amor dos argentinos pelo rock'n'roll.

Ugo Medeiros - Como começou sua relação com a música? Já começou no blues?

Renato Zanata - Comecei em bandas no início dos anos 1980, inspirado por fitas K7 do Elvis, bandas como Iron Maiden, Rolling Stones, Eagles, Kiss e mestres da guitarra como Eddie Van Halen, Keith Richards e Robertinho de Recife. Mas nada disse teria rolado se não fosse o disco Comes Alive I do Peter Frampton. Ele foi o cara que me deixou literalmente ligado, plugado em guitarra, solos, shows, estrada. O disco Rise Up e o show que assisti no Maracanãzinho em 1980, vendo de perto aquele arsenal de guitarras que ele usou durante a apresentação e solos longos e de muito bom gosto, foram cruciais nessa história.
Paralelamente ao som da minha primeira banda,  Sexta 13, power trio de hard rock formado com os primos Otávio (baixo e voz) e Fábio Dellivenneri (bateria), surgiu aqui em Niterói , a saudosa rádio Fluminense FM, a "Maldita", capitaneada pelo mestre Luiz Antônio Mello. Através dela, o blues começou a me fisgar, via trabalho autoral do mago da Fender Stratocaster, o maestro Celso Blues Boy. Aí, vieram clipes do Clapton e do B.B.King na TV e a intenção de fazer um trabalho diretamente ligado ao blues foi amadurecendo. Comecei a tocar Blues no início da década de 90, quando participei das bandas, Rio Blues e Limousine 69 (depois passou a se chamar Holandês Voador) e nelas, já valorizava o trabalho autoral cantado em português, sem deixar de lado alguns covers do gênero. Nestas bandas aprendi muito com o amigo Charles Nobilli, doutor em Blues Rock cantado em português.
Em 1992, com o fim da banda Limousine 69, a frustração de ver um trabalho promissor de blues ser interrompido no meio do caminho, me afastou dos shows por cerca de 10 anos, apesar de continuar a ouví-lo e a tocá-lo em casa, e também registrar composições num esquema caseiro de gravação. Passei então, a tocar na noite, dando canjas em shows de MPB, com músicos amigos meus.
Em 2002, tirei da gaveta algumas fitas K7 com composições autorais de blues e gravei uma demo no estúdio de um ex-professor de guitarra, o mestre Íris Nascimento. Em seguida, consegui que meu som fosse tocado na rádio Viva Rio (ONG) e acabei conquistando um espaço nessa mesma rádio para produzir e apresentar um programa que se chamava Alma Blues.
Conheci então, produtores de eventos, como os amigos Arildo Bluesman, Paulo Vanzillotta e Denise do Amaral (projeto “Banca do Blues”), Marcio Kerbel, Diego Carvalho e vários músicos do cenário brasileiro de blues. Parti para um trabalho autoral com a Zanata & Blues Trio e de covers com o projeto acústico Roda de Blues. Já acompanhei e/ou dividi o palco com vários guitarristas e bluesmen: Victor Biglione, Big Gilson e Ugo Perrota (Big Allanbik), Otávio Rocha (Blues Etílicos), Gustavo Lazo, Julio Gallardo e Martin Luka (Argentina), Maurício Sahady (Atlântico Blues), Décio Caetano, Ricardo Giesta e o gaitista Jefferson Gonçalves (Baseado em Blues). Shows na Argentina, em Minas Gerais, na Ilha Comprida (litoral sul de São Paulo) e em outras cidades do Estado do Rio de Janeiro. Também sou o idealizador e produtor do NITERÓI DE ALMA BLUES FESTIVAL, que movimentou o cenário blues de Nikiti City por quatro edições, entre 2003 e 2007 (edição esta que contou com apoio da secretaria de cultura de Niterói).
Em 2006 lancei o EP independente intitulado Alma Blues, com quatro temas autorais, contando com as participações especiais dos guitarristas Big Gilson e Ricardo Giesta, da cantora Luciana Lazulli, do baixista Francisco Falcon, do naipe de metais da banda SouSoul, Betina Fishkel, Rosalvo Jr. e Marcelo Palermo, e de muitos outros amigos. Atualmente venho tocando nas apresentações ao vivo com Percy Hatschbach (vocal e guitarra da Salinas Blues Band), Ronaldo Cabral (baixo), Marvin Foster (guitarra e vocal) e Fernando Dias (bateria). 

UM - Quais as canções mais importantes para você, que mais mexeram e ainda mexem contigo? 

RZ - Breaking all the rules e Do you feel like we do, do Peter Frampton; Start me up, do Rolling Stones; Blues motel, do Celso Blues Boy; Crossroads, do mestre Robert Johnson; Texas flood, do Stevie Ray Vaughan; Little wing, versão do Stevie Ray Vaughan; Superstition, do Stevie Wonder; Hotel California, Eagles; The sky is crying, do Elmore James; Stairway to heaven, do Led Zeppelin; Detroit rock City, do Kiss; The number of the beast, do Iron Maiden; Pense e dance e Down em mim, do Barão Vermelho. 

UM - qual o seu top5 de banda?

RZ - Pensando em bandas, curto muitas, não necessariamente grupos cujo trabalho se encaixa dentro de um mesmo “tipo de som”. Eu destacaria, com enorme dificuldade para escolher apenas cinco: Rolling Stones, Cream, Lynyrd Skynyrd, Blues Etílicos e Iron Maiden.

UM - qual sua guitarra titular e sua aparelhagem em show?

RZ - É a Malena. Uma Relic Fender Stratocaster Highway One. Batizei a guitarra de Malena em homenagem a “baita interpretação” da bela atriz Monica Bellucci no filme italiano, Malena. Meu amplificador é um Fender Blues Jr. Quanto aos pedais, só uso três. Um Cry Baby Dunlop, um Micro Amp da MXR e um Turbo Over Drive da Boss.

UM - Quais os covers que nunca faltam em uma apresentação?

RZ - Não tem como deixar de tocar os clássicos, Crossroads, Hoochie coochie man, Got my mojo working, Before excuse me e The thrill is gone.

UM - Você é viciado em futebol argentino. Como começou?

RZ - O time que me fez gostar de futebol foi o Flamengo do meio para o final da década de 70, quando eu tinha meus 11 anos. E um baita ídolo daquele Flamengo era o argentino Narciso Horácio Doval, revelado no San Lorenzo de Almagro. Loiro, cabelo comprido, defensor das cores do rubro-negro carioca... não demorou e logo um vizinho e amigo do meu pai me apelidou de Doval. Depois, este mesmo vizinho, vascaíno doente, me apelidou de Zanata, meio-campista que deixou o Flamengo e foi atuar no "gigante da colina" (Vasco). Em casa, através do meu pai, que é apaixonado por futebol, nunca houve preconceito contra o futebol argentino e já naquela época, torci pela Argentina na final contra a Holanda, no mundial de 1978. A derrota daquela fantástica seleção brasileira de 1982 e, depois, da boa seleção de 1986, me fizeram prestar mais atenção ao futebol jogado na argentina, que justamente em 1986 conquistou seu segundo título mundial com o Maradona jogando barbaridade. Meu ídolo maior é o Zico, mas o que vi o Diego Armando Maradona fazer na Copa de 86 foi inesquecível. Passei a acompanhar os jogos do Napoli da Itália, só para ver o Maradona jogar. Enquanto eu admirava o futebol maravilhoso de um camisa 10 argentino que encantava o mundo, no Brasil as seleções pós 86 começaram a privilegiar mais os jogadores de marcação do que os encarregados da armação. O Brasil ia de Dunga e o Mauro Silva (bons jogadores) a Argentina escalava um ótimo Fernando Redondo no seu meio-campo. Resumindo: Passei a gostar de futebol porque admirava e admiro bons jogadores de meia cancha, como os antigos e tradicionais, camisas 8 e 10. A Argentina continua a produzir vários destes jogadores enquanto que no Brasil, quando 'surge' um Paulo Henrique Ganso, é a exceção que confirma uma regra que não me agrada. Perdi muito interesse pelos campeonatos disputados por aqui até começarem a vir para cá nomes como, Juan Pablo Sorín, D’Alessandro, Montillo e Conca.

UM - O amor do argentino com o futebol é igual ao do brasileiro. O mesmo não se pode dizer em relação ao blues e ao rock. Lá é algo muito comum, né?

RZ - Estive na Argentina duas vezes. Na primeira, em 2009, foi principalmente para tocar no Mr. Jones Pub, uma casa especializada em noites de blues, respeitadíssima por lá, com uma programação que inclui shows de ótimas bandas argentinas e destacados blueseiros brasileiros e norte-americanos. Toquei com o gaitista Gustavo Lazo e o baixista Júlio Gallardo. Sempre que tive a oportunidade de conferir a programação de algumas estações de rádios, em hotéis ou dentro dos bares e táxis, conferi que sempre estava rolando bandas de blues rock (eu não disse pop-roquinho!) da Argentina. Um contexto que não vi por aqui. Gosto muito da banda Intoxicados, que continha membros da Viejas Locas, e que se desfez justamente em 2009. Do som deles eu indico o som Las cosas que no se tocan, que foi tema do filme Elefante Blanco, estrelado pelo Ricardo Darín. O som da Intoxicados e o da Viejas Locas tem muito de Rolling Stones. Também me lembram a nossa saudosa e gaúcha, Garotos de Rua do mestre Bebeco Garcia. Isso sem falar do grande Norberto ‘Pappo’ Napolitano (Pappo's Blues) que foi e ainda um símbolo enorme para os argentinos amantes do blues e do rock’n’roll.


Conheça o som de Renato Zanata!

http://www.youtube.com/watch?v=22YzkX7qOgk

http://www.youtube.com/watch?v=_7Vg4_1GsSg


terça-feira, 24 de junho de 2014

Versões #20

Comemorando o vigésimo Versões, uma canção regravada por vários estilos. Talvez pelo clima de Copa do Mundo, uma bela música nascida no México, composta por Alberto Domínguez em 1939, gravada nos EUA, Espanha, Brasil, Itália, Jamaica... Ou, e por favor, não!, porque ela fala sobre traição e de corno, todos temos um pouco. 
São versões diferentes, mas a que mais me chamou atenção foi a do brasileiro Francisco Alves, que tão logo em 1941 fez um excelente trabalho. Além dessa, Benny Goodman, Nat King Cole, Alceu Valença, Laurel  Aitken e muitos outros!


Xavier Cugat




Glenn Miller



Francisco Alves



Benny Goodman



Trio Los Condes



Nat King Cole




Julie London



Ibrahim Ferrer



The Shadows



Ben E. King



Alceu Valença



Laurel Aitken



Phyllis Dillon



Altemar Dutra



Andrea Bocelli


King Tubby



terça-feira, 3 de junho de 2014

Retrospectiva Coluna Blues Rock

E lá se vão sete anos. Muito esforço, muita entrevista. Pouca mulher e nenhum dinheiro. Recebi muita recusa de entrevistas, uma ameaça de processo pela assessoria do Jim Page e outros estresses musicais. É claro, momentos bons são diversos e, por isso, farei essa retrospectiva do blog. Afinal, nem tudo o que escrevi é lixo. Dividi em quatro categorias: Resenhas de discos, Bandas, Opiniões cretinas e Top5 entrevistas. 


 RESENHAS!

Algumas resenhas de discos clássicos:

- Pink Floyd: The Piper at the Gates of Dawn (1967)

- Pink Floyd: A Saurceful of Secrets (1968)

- John Hammond Jr.: So Many Roads (1965)

- Super Session (1968)

- Replicantes: O Futuro É Vortex (1986)


OPINIÕES CRETINAS!
Alguns textos que incomodaram meia dúzia de gato pingado:

- Salada tropical. Ou: Rock in Lixo
http://colunabluesrock.blogspot.com.br/2011/05/salada-tropical-ou-rock-in-lixo.html

- Me bata, me espanque. Como ser roqueiro no Rio de Janeiro
http://colunabluesrock.blogspot.com.br/2011/09/me-bata-me-espanque-como-ser-roqueiro.html

- Ainda há deuses do rock?
http://colunabluesrock.blogspot.com.br/2009/02/ainda-ha-deuses-do-rock.html

- Ah, sim, ela também cantava...
http://colunabluesrock.blogspot.com.br/2011/08/ah-sim-ela-tambem-cantava.html

- Carta ao Sr. Caco Barcelos (Profissão Repórter)
http://colunabluesrock.blogspot.com.br/2010/11/carta-ao-sr-caco-barcelos-profissao.html

Não que eu seja jornalista, mas se alguma faculdade precisar de um candango para ministrar "crítica musical" ou "jornalismo musical", 'tamos aí"...




Top5 entrevistas!

- André Christóvam

- John Hammond Jr.

- Arthur Dapieve

- Eric Burdon

- John Mayall